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Friday, September 18, 2009

A Mata do Atlântico

MATA ATLÂNTICA

LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA DA REGIÃO

A mata atlântica originalmente percorria o litoral brasileiro de ponta a ponta. Estendia-se do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul, e ocupava uma área de 1,3 milhão de quilômetros quadrados. Tratava-se da segunda maior floresta tropical úmida do Brasil, só comparável à Floresta Amazônica.


O grande destaque da mata original era o pau-brasil, que deu origem ao nome do nosso país. Alguns exemplares eram tão grossos que três homens não conseguiam abraçar seus troncos. O pau-brasil hoje é quase uma relíquia, existindo apenas alguns exemplares no Sul da Bahia.

Atualmente da segunda maior floresta brasileira restam apenas cerca de 5 % de sua extensão original. Em alguns lugares como no Rio Grande do Norte, nem vestígios. Hoje a maioria da área litorânea que era coberta pela Mata Atlântica é ocupada por grandes cidades, pastos e agricultura. Porém, ainda restam manchas da floresta na Serra do Mar e na Serra da Mantiqueira, no sudeste do Brasil.


O aparecimento da Serra-do-Mar e da Mantiquiera datam da separação entre o continente Americano e Africano. No pricípio eram altas montanhas e só com os milhões de anos de erosão conseguiram suavisar essas rochas de formação antiga que sustentam o continente sulamericano. Concomitantemente evoluíram as linhagens de plantas que originaram a Mata Atlântica. Nesta época também desenvolveram-se insetos, aves e mamíferos fazendo com que hoje fauna e flora se combinem rica e complexamente.

Área total original: aproximadamente 1,3 milhão de km2.
Área total atual: aproximadamente 52.000 Km2.

CARACTERIZAÇÃO DO AMBIENTE EM QUE SE DESENVOLVE A VEGETAÇÃO

A Mata Atlântica compreende a região costeira do Brasil. Seu clima é equatorial ao norte e quente temperado sempre úmida ao sul, tem temperaturas médias elevadas durante o ano todo e não apenas no verão. A alta pluviosidade nessa região deve-se à barreira que a serra constitui para os ventos que sopram do mar. Seu solo é pobre e a topografia é bastante acidentada. No inteiror da mata, devido a densidade da vegetação, a luz é reduzida.


Há uma importante cadeia de montanhas que acompanham a costa oriental brasileira, desde o nordeste do Rio Grande do Sul até o sul do estado da Bahia. Ao norte as maiores altitudes se encontram mais para o interior do país, mas, nas regiões do norte do estado de Alagoas, todo estado de Pernambuco e da Paraíba, e em pequena parte do Rio Grande do Norte temos altitudes de 500 a 800 metros que estão próximas ao mar. Em São Paulo é conhecida como Serra do Mar e em outros estados tem outros nomes. Sua altitude média fica ao redor dos 900 metros. Em certos trechos é bastante larga, mas em outros é muito estreita. Afasta-se do mar em alguns pontos, se aproximando dele em outros.

Os ventos úmidos que sopram do mar em direção ao interior do continente ao subirem resfriam-se e perdem a umidade que possuem; o excesso condensa-se e se precipita, principalmente nas partes mais altas da serra, em forma de nevoeiro ou chuvas. Assim esses ambientes contém bastante umidade para sustentar as florestas consteiras, densas, com árvores de 20 a 30 metros de altura.Devido a densidade da vegetação arbórea, o sub-bosque é escuro, mal ventilado e úmido. Próximo ao solo existe pouca vegetação, devido à escassa quantidade de luz que consegue chegar aí.

As condições físicas na floresta atlântica variam muito, dependendo do local estudado, assim, apesar de a região estar submetida a um clima geral, há microclimas muitos diversos e que variam de cima para baixo nos diversos estratos. Os teores de oxigênio, luz, umidade e temperatura são bem diferentes dependendo da camada considerada.


Em certos pontos da floresta chega ao solo 500 vezes menos luz do que nas copas das árvores altas. A temperatura também varia bastante, as copas das camadas superiores se aquecem durante o dia, porém perdem calor rapidamente a noite. Ao contrário nas camadas inferiores, a tempratura varia muito pouco, já que as folhas funcionam como isolante térmico. Nas camadas mais altas, mais expostas, a ventilação tem valores consideravelmente maiores que nos andares inferiores da mata. Em resumo, os microclimas nos diversos andares de uma floresta pluvial podem ser muito diferentes, embora o clima geral (macroclimas) seja um só. O que interessa, naturalmente, a cada espécie e a cada indivíduo, não é o clima geral da região em que se encontra a floresta, e sim o clima ao qual ele faz parte; o importante é o clima a que ele (indivíduo) ou ela (espécie) estejam sujeitos (microclima).

Os solos da floresta são, via de regra, pobres em minerais e sua natureza é granítica ou gnáissica. A maior parte dos minerais está contida nas plantas em vez de estar no solo. Como há no solo muita serrapilheira que origina abundante húmus, existem microorganimos de vários grupos os quais decompõem a matéria orgânica que se incorpora ao solo. Esses minerais uma vez liberados pela decomposição de folhas e outros detritos, são prontamente reabsorvidos pelo grande número de raízes existentes, retornando ao solo quando as plantas ou suas partes (ramos, folhas, flores, frutos e sementes) caem. Fecha-se, assim, o ciclo planta-solo, que explica a manutenção de florestas exuberantes, em solos nem sempre férteis, às vezes paupérrimos (como é, muitas vezes, o caso de florestas da Amazônia).


No entanto, o desmatamento leva a um rápido empobrecimento dos solos, já que as águas da chuva levam os minerais e os carregam para o lençol subterrâneo (lixiviação). Esses solos por esse motivo normalmente não se prestam à agricultura, a menos que sejam enriquecidos anteriormente. Muito frequentemente são de composição argilosa e após desmatamentos sofrem erosão rápida ou então endurecem, formando crostas espessas de difícil cultivo. É porisso que a queimada de uma floresta tropical empobresse rapidamente o solo já que as águas da chuva carregam os sais minerais ao lençol subterrâneo.

DESCRIÇÃO DOS ASPECTOS FISIONÔMICOS, ESTRUTURAIS E FLORÍSTICOS DA FLORESTA ATLÂNTICA.

Esse tipo de formação florestal recebe várias denominações: floresta latifoliada tropical úmida de encosta (segundo a classificação de Andrade-Lima), mata pluvial tropical (segundo Romariz) e mata atlântica (denominação mais geral). É claro que todas estas denominações são corretas. O que interessa é saber interpretá-las. A expressão de Andrade-Lima é a mais complexa. Está indicando que se trata de floresta sempre verde, cujos componentes em geral possuem folhas largas, que é vegetação de lugares onde há bastante umidade o ano todo, e, finalmente, que é vizinha da costa ou acompanha a costa. Na expressão de Romariz, sabe-se que se trata de floresta cujos os componentes tem folhas largas, é mata dos trópicos úmidos e vive em encostas. Os autores que usam a expressão mata atlântica estão indicando sua vizinhança com o Oceano Atlântico. E desta vizinhança decorre a umidade transportada pelos ventos que sopram do mar. Como consequência dessa umidade surge a possibilidade de terem seus componentes, na maioria, folhas largas. E, ainda, esta umidade constante, aliadas às altas temperaturas é que garante o caráter de vegetação perenifólia (cujas folhas não caem antes de as novas estarem já desenvolvidas), pois a queda periódica das folhas de certa vegetação é determinada ou pela falta de água (seca física - queda de folha na caatinga) ou pelas temperaturas muito baixas que impedem a absorção da água embora ela esteja presente (.seca fisiológica - queda das folhas nas matas de climas temperados).


Portanto por receber muita energia radiante e pelo alto índice de pluviosidade, trata-se de uma floresta exuberante, de crescimento rápido, e sempre verde, ou seja, as folhas não caem.

Calcula-se que na Mata Atlântica existam 10 mil espécies de plantas que contém uma infinidade de espécies de cores, formas e odores diferentes. Nela se encontra jabuticabas, cambuás, ingás, guabirobas e bacuparis. Plantas como orquídeas, bromélias, samambaias, palmeiras, pau-brasil, jacarandá-da-bahia, cabreúva, ipês, palmito.

Na Mata Atlântica convivem lado a lado desde árvores grandiosas como o jequetibá, figueiras e guapuruvas e até líquens, musgos e minúsculas hepáticas. Existem muitas espécies de árvores com troncos duros e pesados, uma grande quantidade de cipós se apóiam nas árvores. Encontram-se no chão da mata uma grande quantidade de fungos, plantas saprófitas, sementes e plântulas.

A Floresta Atlântica é semelhante fisionomicamente e em composição florística à Floresta Amazônica. São igualmente densas, com árvores altas em setores mais baixos do relevo, apesar de as árvores amazônicas apresentarem em média um maior desenvolvimento. Os troncos são recobertos por uma grande diversidade de epífitas que é um aspecto típico dessas florestas. A existência de grupos semelhantes de espécies entre a Amazônia e a Mata Atlântica sugere que essas florestas se comunicaram em alguma fase de sua história. Certos contrastes diferenciam a Floresta Amazônica da Mata Atlântica; a primeira é em geral de planície e a segunda, de altitude. Suas temperaturas médias discrepam, do ponto de vista vegetacional.Quanto mais distante a Mata Atlântica estiver do equador, mais ela se difere da vegetação amazônica devido ao abaixamento da temperatura. Na Floresta Amazônica, as temperaturas médias são elevadas todo ano, em torno de 26-27° C, indo a máxima absoluta a 38,8° C e a mínima absoluta a 22° C, o que faz do seu clima uma constante quente durante todo ano. Já na Mata Atlântica, as temperaturas médias variam 14-21° C, chegando a máxima absoluta 35° C para menos, não passando a mínima absoluta de 1° C (embora, no Sul, possa cair até -6° C).

A Floresta Atlântica guarda, apesar de séculos de destruição, a maior biodiversidade por hectare entre as florestas tropicais. Isso é devido a sua distribuição em condições climáticas e em altitudes variáveis, favorecendo a diversificação de espécies que estão adaptadas às diferentes condições topográficas de solo e umidade. Além disso, durante as glaciações essas florestas mudaram de área nos ciclos climáticos secos e úmidos. O estudo dos grãos de pólen depositados nos sedimentos atestam que a América do Sul passou por mudanças climáticas que provocaram retração e expansão das formações vegetais há milhões de anos. As flutuações climáticas produziram períodos mais secos, com nível do mar abaixo do atual e retração das florestas e expansão dos cerrados. Portanto nos últimos milhares de anos a geologia não mudou, mas o clima variou entre as glaciações, ou seja, as águas quando congelavam nos polos abaixavam os níveis dos oceanos e chovia pouco. Nas interglaciações o tempo esquentava, o mar aumentava de volume e chovia abundantemente. Isso fez com que as florestas tropicais que vivem de umidade e calor passassem por momentos de incubação e outros de exuberante beleza. Nessa época a Serra-do-Mar tinha papel importante na sobrevivência da Mata Atlântica já que barrava a umidade vinda do oceano salvando milhares de espécies dependente dessa umidade. Essas mudanças influenciaram na formação dos padrões atuais.

Agrande quantidade de matéria orgânica em decomposição sobre o solo dá à mata fertilidade suficiente para suprir toda a rica vegetação. Um solo pobre mantém uma floresta riquíssima em espécies, graças à rápida reciclagem da enorme quantidade de matéria orgânica que se acumula ao húmus. A reciclagem dos nutrientes é um dos aspectos mais importantes para a revivência da floresta.

ADAPTAÇÕES VEGETATIVAS E REPRODUTIVAS DAS PLANTAS DIANTE DA DIVERSIDADE DO AMBIENTE EM QUE SE DESENVOLVEM

As árvores do interior da mata são adaptadas à sombra, desenvolveram grande área foliar a fim de captar o máximo de luminosidade possível nessas condições. Tem espécies que passam toda a vida sombreadas e mesmo assim, são capaxes de produzir flores, frutos e sementes. Muitas árvores são esguias, sem ramos, a não ser na parte superior. É que devido ao sombreamento, os ramos inferiores foram eliminados.

Sobre os troncos das árvores encontram-se dezenas de orquídeas, bromélias, cactáceas, ou seja, epífitas perfeitamente adaptadas a vida longe do solo.Como as epífitas não mantém contato com o solo muitas vezes possuem problemas de nutrição. Nada retiram das árvores apenas buscam uma maior luminosidade e ainda retribuem o abrigo atraindo animais polinizadores, como o beija-flor. Nos troncos onde as águas das chuvas escoam rapidamente, as epífitas tiveram que se adaptar a secas periódicas, mesmo vivendo num ambiente úmido. Bromélias possuem folhas que formam um reservatório de água, na forma de um copo. Nesses reservatórios aquáticos podem viver algas, protozoários, vermes, lesmas e até pererecas constituindo uma pequena comunidade. As orquídeas, cactáceas guardam em suas suculentas flolhas a água que necessitam para a sobrevivência.

Há plantas que começam como epífitas e terminam como plantas terrestres. Suas sementes germinam sobre forquilhas de ramos ou axilas de folhas, onde foram depositadas por pássaros em suas fezes; suas raízes crescem em torno do caule da hospedeira, em direção ao solo, onde penetram e se ramificam; com seu crescimento em espessura acabam concrescendo umas com as outras formando uma coluna vigorosa, capaz de suportar sua copa, quando a hospedeira, com seu caule asfixiado no interior, morre e se desfaz. O exemplo típico é o Ficus, conhecido como mata-pau. Certas espécies nascem no solo, atingem com seu eixo principal ou com alguns ramos um suporte e nele se fixa; se porventura se desfizer a ligação, por qualquer motivo, com o solo, por exemplo por morte de parte do eixo em contato com ele, essas plantas passam a viver epifiticamente.

Na mata existe uma planta que abriga formigas, a embaúba, a única planta que fora da região amazônica se associa com formigas, enquanto lá os exemplos desta associação são numerosos. A formiga protege a planta contra a ação de predadores e essa árvore serve de abrigo às formigas.

No chão da floresta alguns fungos, as micorrizas, formam-se junto às raízes das árvores onde auxiliam na absorção de nutrientes.

Plantas saprófitas evoluídas a ponto de dispensar a clorofila, deixando de fazer a fotossítese, vivem a custa de matéria orgânica em decomposição. São plantas esbranquiçadas que crescem em meio as folhas no chão da floresta.

Nesses matas são comuns as raízes tabulares e as raízes de escoras, que são dispositivos para se coletar oxigênio do ar, uma vez que a taxa de oxigênio do solo é pequena. Além disso solos muito úmidos não proporcionam boa fixação, assim as raízes tabulares aumentam a base de sustentação da planta. Devido a densidade da vegetação ser muito grande, os ramos nas copas das árvores se entrelaçam e as plantas assim se suportam reciprocamente e mesmo que os troncos sejam cortados, a árvore não cai por estar presa à copa.

O chão da floresta é um verdadeiro berçário de plantas recém germinadas ou em vida latente dentro das sementes. Muitas dessas plantas podem passar anos aguardando que uma árvore caia, abrindo uma clareira para que tenham luz suficiente para crescer. Outras suportam até a passagem do fogo das queimadas para depois germinar e auxiliar na cicatrização da floresta. Algumas espécies como os manacás-da-serra e quaresmeiras produzem milhares de minúsculas sementes que o vento carrega e deposita sobre as áreas abertas onde rapidamente crescem fechando as "feridas".

Na floresta temos plantas que emitem odores atraentes ou até mesmo simulando uma fêmea de algum animal com a função de atrair polinizadores, tais como abelhas,vespas, moscas, besouros, borboletas, mariposas, aves ou até morcegos.

Durante o inverno, ipês e suinãs exibem suas flores nos altos das copas ao mesmo tempo em que derrubam todas as folhas, tornando as flores visíveis a seus polinizadores a longa distância. Algumas espécies produzem suas flores junto aos troncos onde abelhas e outros polinizadores no interior da mata podem encontrá-las com mais facilidade.

Há plantas que abrem ao entardecer no mesmo período de atividade de seus polinizadores, tais como pequenos morcegos.

Na dispersão das sementes tem plantas que produzem frutos ou sementes com asas ou longos pelos, valendo-se dos ventos para distribuí-las. Ourtas produzem frutos explosivos, que ao secarem lançam suas sementes à longas distâncias. Diversas plantas produzem frutos suculentos e coloridos que se prestam à alimentação de vários animais. Depois da digestão, estes seres defecam as sementes prontas para germinar.

As folhas são muitas vezes brilhantes, recorbertas por cera, tendo superfícies lisas e pontas em forma de goteira. Todas essas características facilitam o escoamento da água das chuvas impedindo sua permanência prolongada, o que seria inconveniente sobre a superfície foliar porque pode obstruir estômatos, além de servir para, em suas gotas, se desenvolverem microorganismos que podem determinar doenças. Outros mecanismos são conhecidos tais como: caules e folhas pendentes, folhas de limbo em pedúnculos delgados e longos, que se curvam ao peso da água fazendo com que a ponta do limbo se incline para baixo, o que determina o escoar da água por ação da gravidade e com isso o peso do limbo diminui e volta à posição anterior.

A SITUAÇÃO ATUAL DESSA FORMAÇÃO VEGETAL NO BRASIL DO PONTO DE VISTA DA PRESERVAÇÃO DE ESPÉCIES VEGETAIS E ANIMAIS

Um dos motivos para preservar o que restou da Mata Atlântica é a rica biodiversidade, ou seja, a grande variedade de animais e plantas. Calcula-se que nela existam dez mil espécies de plantas, sendo 76 palmeiras, 131 espécies de mamíferos, 214 espécies de aves, 23 de marsupiais, 57 de roedores, 183 de anfíbios, 143 de répteis e 21 de primatas. Dentre estes animais estão vários morcegos destacando-se uma espécie branca. Dos símios destacam-se o muriqui, que é a maior e mais corpulenta forma de macaco tropical, e o sauí-preto que é o mais raro dos símios brasileiros. Habitam também a mata diferentes sagüis, os sauás, os macacos-prego e o guariba que está se extinguindo. Dos canídios, o cachorro-do-mato é um dos predadores mais comum juntamente com o guaxinim, o coati, o jupurá, os furões, a irara, o cangambá, e felinos, como gatos-do mato que se alimentam de animais como o tapiti, diferentes ratos-do-mato, caxinguelês, cotias, outiço-cacheiro, o raro ouriço-preto, etc.

Ocorrem também na mata tamanduás-mirins, preguiças, e tatus, com destaque a preguiça-de-coleira que hoje em dia está tão escassa e já ameaçada de desaparecimento.

Entre 1985 e 1990 foram cortadas na Mata Atlântica 1.200.000.000 árvores. Apesar disso, a Mata Atlântica conserva sua importância em termos biológicos. O recorde mundial de diversidade de árvores pertence a uma área no sul da Bahia onde os botânicos registraram 450 tipos de árvores num único hectare, sendo que a maior parte deste imenso patrimônio era desconhecido. Ainda se tiram centenas de ervas medicinais e aromáticas para serem comercializadas tanto dentro do Brasil como com outros países.

O mico-leão dourado é uma das espécies mais ameaçadas do mundo. Ele só é encontrado em uma pequena área de Mata Atlântica no Rio de Janeiro. Para evitar sua extinsão, é preciso garantir habitat suficiente para abrigar uma população de 2000 animais até o ano 2025.

Devido a grande devastação dessa mata quase 200 espécies estão ameaçadas de extinção fora aquelas que já se extinguiram, metade das espécies vivas hoje poderá estar extinta até o final do próximo século.

Hoje a maioria da área litorânea que era coberta pela Mata Atlântica é ocupada por grandes cidades, pastos e agricultura. Porém, ainda restam manchas da floresta na Serra do Mar. Aí ainda é possível ver o jequitibá-rosa, o gigante da floresta, as flores roxas das quaresmeiras e até alguns sobreviventes do pau-brasil. Embaixo das árvores, há pequenas árvores, arbustos e palmeiras, cobertos de bromélias e orquídeas. Encontramos morcegos, marsupiais, como o gambá e a cuíca; vários tipos de macacos; répteis como os lagartos, jabutis, cágados e cobras; as lindas borboletas que ainda não foram transformadas em quadros para turistas, e uma rica variedade de aves.

PREJUÍZOS E BENEFÍCIOS DECORRENTES DA DESTRUIÇÃO OU PRESERVAÇÃO DESSA FORMAÇÃO VEGETAL NO BRASIL SOB O PONTO DE VISTA ECOLÓGICO E EVOLUTIVO

Atualmente, da segunda grande floresta brasileira restam apenas cerca de 5 % de sua extensão original. Em alguns lugares, como no Rio Grande do Norte, nem vestígios e o resultado é o agravamento da seca no nordeste. Sem a floresta, a umidade é insuficente para provocar as chuvas. E os ventos que sopram do mar, não encontrando a barreira da floresta, levam o sal natural para a região do agreste, prejudicando sua vegetação. Mas, os ventos deslocam as dunas, que assoreiam as lagoas existentes no litoral. Os grandes rios que cortam a área original da Mata Atlântica, o Paraíba, o São Francisco, Jequitinhonha, Doce e Paraíba do Sul, antigamente tinham águas cristalinas ou tingidas de preto pelas folhas em decomposição da floresta. Hoje suas águas são barrentas por causa dos sedimentos arrastados pela erosão do solo desprotejido de vegetação, ou tão poluídas que são um perigo para a saúde.

A Mata Atlântica é considerada atualmente um dos mais importantes conjuntos de ecossistemas do planeta, e um dos mais ameaçados. As pouquíssimas ilhas de floresta que restam não podem desaparecer.

A destruição da biodiversidade e o desmatamento elimina de uma só vez grande contingente de espécies muitas vezes desconhecidas. Além disso homogeiniza o ecossistema quando se implanta a monocultura.

A destruição do solo e a retirada da floresta rompe com o sistema natural de ciclagem de nutriente. A remoção da cobertura vegetal fará com que a superfície do solo seja mais aquecida. Esse aquecimento aumentará as oxidações da matéria orgânica que se transformará rapidamente em materiais inorgânicos, solúveis ou facilmente solubilizados. O solos deixam também de ser protegidos da erosão pelas chuvas. Estudos da Embrapa constatam que, dos 3,5 milhões de hectares de pastagens que substituiram a floresta, 500 mil se degradaram num intervalo de tempo de 12 anos, além das queimadas e carvoeiros instalados.

aspecto da floresta após ação antrópica

No que tange as mudanças climáticas as florestas são responsáveis por 56 % da umidade local. Sua destruição elimina essa fonte injetora de vapor de água na atmosfera, responsável pelas condições climáticas regionais. Ao mesmo tempo diminui o poder de captura do CO2 atmosférico.

As monoculturas implantadas em área de mata são mais sensíveis a pragas e doenças. O ecossistema sob estresse tem tolerância menor ao ataque de parasitas e doenças; consequentemente tem sido introduzidos nessas áreas grande quantidade de inseticidas e agrotóxicos para atacar as pragas, o que destrói ainda mais a diversidade de espécies e contamina os ecossistemas aquáticos.

Referências Bibliográficas:

FERRI, Mário Guimarães Ecologia: temas e problemas brasileiros Editora Itatiaia São Paulo,Vol 3 , 1974.

RIZZINI, Carlos Toledo, Ecossistemas Brasileiros

Tuesday, July 28, 2009


Devemos venerar Maria?

Certamente não houve nenhuma mulher antes do reino de Deus que era tão abençoada quanto Maria, a mãe de Jesus. Ela era uma camponesa humilde de uma cidade desprezada na parte rural do norte da Palestina. Não foi por acidente que Deus a escolheu para ser a mãe de seu Filho unigênito. Seu caráter era tal que foi considerada especialmente adequada para cuidar e guiar a Criança nascida dela. O anjo Gabriel cumprimentou Maria: “Alegra-te, muito favorecida! O Senhor é contigo” (Lucas 1:28).

Mas a Igreja Católica aumentou a honra dada a Maria muito além deste nível. Os católicos referem-se a Maria como a “Mãe de Deus” (Gibbons, 137). Certamente ela foi a mãe de Jesus Cristo, o Filho de Deus. Mas em nenhum lugar as Escrituras a chamam de “Mãe de Deus”. Além disso, ela não teve nada a ver com a natureza divina dele, que ele tem possuído desde a eternidade (João 1:1-3). Este título a eleva acima do próprio Deus, assim como fazem as práticas católicas em referência a Maria.

Os católicos alegam que, de todos os simples mortais que nasceram na terra, apenas Maria nasceu sem o pecado original: “Definimos que a Abençoada Virgem Maria, no primeiro momento da concepção, ...foi preservada livre de toda mancha do pecado original.... Diferente do resto dos filho de Adão, a alma de Maria nunca foi sujeita ao pecado” (Ibid. 140).

Esta doutrina é chamada de “A Concepção Imaculada”. Até os estudiosos católicos reconhecem não ter uma base firme. “Apesar de a Concepção Imaculada não ser formulada como um dogma da fé até 1854, pelo menos é sugerida na Escritura Santa” (Ibid. 141). Não é sugerida nas Escrituras, até a doutrina do Pecado Original é desconhecida na Bíblia. “Pecado Original” significa “que nós todos herdamos as transgressões dos nossos primeiros pais e que nascemos inimigos de Deus” (Ibid. 220). Mas a Bíblia ensina: “A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a iniqüidade do pai, nem o pai, a iniqüidade do filho; a justiça do justo ficará sobre ele, e a perversidade do perverso cairá sobre este” (Ezequiel 18:20). Ninguém herda o pecado, mas todas as pessoas responsáveis pecaram (Romanos 3:23), e não há nenhuma razão nas Escrituras para acreditarmos que Maria é uma exceção.

O dogma católico também coloca Maria como uma virgem perpétua, até mesmo depois de seu casamento. “A Igreja ensina-nos que ela sempre foi uma Virgem – uma Virgem antes do seu casamento, durante sua vida de casada e após a morte de seu cônjuge” (Ibid. 138). Se isso fosse verdade, Maria teria falhado em cumprir suas obrigações com seu marido (1 Coríntios 7:3-5). A Bíblia sugere que ela teve relações sexuais com José (Mateus 1:25), nomeia quatro irmãos de Jesus e indica que ele também tinha irmãs (Mateus 13:55-56; Marcos 6:3). A doutrina da virgindade perpétua de Maria sugere que há algo impuro nas relações sexuais no casamento, enquanto a Bíblia indica que são puras (Hebreus 13:4).

Além disso, os católicos romanos ensinam que Maria foi elevada em pessoa para o céu sem passar pela morte, uma doutrina chamada de Assunção (Ibid.134-162). Não há nenhuma prova nas Escrituras de que Maria é uma exceção à regra geral da humanidade: “aos homens é ordenado morrerem uma só vez” (Hebreus 9:27).

A tradição católica ensina que Maria é a nossa “mediadora”, que intercede com seu Filho a nosso favor. Os católicos são ensinados a orarem a ela: “A Igreja exorta seus filhos a não apenas honrarem a Santa Virgem, mas também a invocarem sua intercessão.... Maria nunca entregou no céu seu título de Mãe de Jesus. Ela ainda é sua Mãe, e enquanto o adora como seu Deus ela ainda mantêm seus relacionamentos maternais, e ele exerce com ela a disposição amorosa de lhe conceder seu pedido, como o melhor dos filhos para com a melhor das mães” (Ibid 154-155).

A “Ave Maria” é um exemplo de uma oração à Maria. A Escritura ensina que há “um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (1 Timóteo 2:5). A única vez que é registrada que Maria intercedeu com Jesus a favor de outro, ele a repreendeu por interferir com seu ministério (João 2:4). A oração é um ato de adoração, e oração para Maria, apesar das negações dos católicos, é adoração a ela. Devemos adorar a Deus somente (Atos 10:25-26; Apocalipse 19:10; 22:8-9).

O efeito de todas as tradições católicas sobre Maria é dar a ela uma honra que não pertence a nenhum simples humano: “Agora de todos que participaram no ministério da Redenção não há ninguém que preencheu uma posição tão exaltada, tão sagrada, quanto o ofício incomunicável da Mãe de Jesus...” (Ibid. 136). O próprio Jesus ensinou que aqueles que o obedecem têm um relacionamento mais íntimo com ele do que seus parentes físicos (Mateus 12:48-50; Marcos 3:33-35; Lucas 8:21). O Senhor declarou que “os que ouvem a palavra de Deus e a guardam” são mais bem-aventurados do que sua mãe (Lucas 11:27-28).

Maria era uma boa mulher e foi muito honrada por Deus, mas ela era apenas uma mulher, nada mais, e não deve receber mais honra do que qualquer outro bom ser humano.

Monday, July 27, 2009


VAMOS ANDAR COM DEUS!!
Introdução
Andando com Deus foi preparado para ajudá-lo na leitura e aplicação do ensinamento da Bíblia. Destina-se a ser usado juntamente com a Bíblia, como uma ferramenta para auxiliá-lo na leitura diária da palavra de Deus. Aqui vai uma explicação do que você encontrará a cada dia e como estas apresentações poderão ajudá-lo a aproveitar ao máximo sua leitura da Bíblia.

Leituras. As seleções para leitura diária são baseadas num programa de leitura desenvolvido por Leon Willis. Diferindo de muitos programas, que vão diretamente de Gênesis até Apocalipse, estas seleções diárias são tiradas de cinco diferentes partes da Bíblia. Cada dia você lerá alguma coisa de cada uma destas cinco categorias:

Os Evangelhos (A vida e o ensinamento de Jesus)

Atos e as Epístolas (Exemplos e ensinamento dos primeiros seguidores de Cristo)

Os Salmos (Passagens deste livro, que é cheio de louvor a Deus)

Provérbios e Eclesiastes (Leitura destes livros de sabedoria para ajudar nos desafios da vida diária)

Outros livros do Velho Testamento (Lições de História do primeiro povo de Deus e sua relação com a nação escolhida do Velho Testamento)

Versículo Especial. Aqui você encontrará um versículo escolhido entre as leituras do dia. Será um versículo que valerá a pena lembrar e que será útil quando você meditar sobre coisas espirituais.

Pensamento bíblico. Dentre as leituras diárias, um texto é escolhido cada dia como a base salientando um ensinamento bíblico importante. Este breve comentário é destinado a ajudá-lo a entender e aplicar a palavra de Deus.

Sugestão para ação. Precisamos aplicar o que aprendemos das escrituras. Esta sugestão diária encorajará ações e orações que se relacionam de algum modo com as leituras do dia.

Sugestões para Usar este Plano de Leitura

Use-o diariamente. O hábito de leitura diária da Bíblia ajudará enormemente seu crescimento espiritural. Para tirar o máximo destes guias de leitura, planeje agora seguir este guia cada dia do próximo ano. Muitas pessoas acham bom reservar uma determinada hora todos os dias (todas as manhãs, ou na hora do almoço, ou à noite). Se você completar todas as leituras sugeridas cada dia, eis aqui o que você conseguirá durante o ano:

Você lerá a Bíblia inteira em um ano!

Você lerá os livros de Salmos, Provérbios e Eclesiastes duas vezes durante o ano.

Você lerá a história da vida de Cristo quatro vezes (cada um dos quatro relatos do Evangelho).

Você meditará sobre 365 versículos especiais.

Você examinará 365 mensagens da Bíblia.

Você terá 365 oportunidades para aplicar estes ensinamentos em sua vida e em suas orações.

O que custará fazer tudo isto? Muitas pessoas acham que estas leituras tomarão menos do que 30 minutos por dia. Que melhor aplicação de 30 minutos diários?

Leia, Medite, Ore, Pratique. Certifique-se de estar aplicando estes princípios, vivendo de acordo com o que você aprende. A Bíblia é a palavra de Deus para guiar sua vida. Use-a!

Quando devo iniciar? Cada entrada diária tem dois sistemas de marcação de datas. Para aqueles que podem iniciar em 1 de janeiro, as datas são marcadas de 1 de janeiro a 31 de dezembro. Para aqueles que iniciam no decorrer do ano--ou aqueles que se desviam durante o ano e querem recomeçar--os dias são numerados de 1 a 365. Com estes números, por exemplo, você poderá começar em 1 de abril e terminar em 31 de março do ano seguinte.

Que Deus o abençoe quando você estudar e obedecer a sua Palavra!

“Podeis vós beber o cálice?”

“Então, se aproximaram dele Tiago e João, filhos de Zebedeu, dizendo-lhe: Mestre, queremos que nos concedas o que te vamos pedir. E ele lhes perguntou: Que quereis que vos faça? Responderam-lhe: Permite-nos que, na tua glória, nos assentemos um à tua direita e o outro à tua esquerda. Mas Jesus lhes disse: Não sabeis o que pedis. Podeis vós beber o cálice que eu bebo ou receber o batismo com que eu sou batizado? Disseram-lhe: Podemos. Tornou-lhes Jesus: Bebereis o cálice que eu bebo e recebereis o batismo com que eu sou batizado; quanto, porém, ao assentar-se à minha direita ou à minha esquerda, não me compete concedê-lo; porque é para aqueles a quem está preparado. Ouvindo isto, indignaram-se os dez contra Tiago e João. Mas Jesus, chamando-os para junto de si, disse-lhes: Sabeis que os que são considerados governadores dos povos têm-nos sob seu domínio, e sobre eles os seus maiorais exercem autoridade. Mas entre vós não é assim; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós será servo de todos. Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” (Marcos 10:35-45).

O relato paralelo em Mateus 20 mostra que Salomé, mãe de Tiago e João, também estava envolvida no seu pedido. Se era inicialmente sua idéia ou idéia de seus filhos, não somos informados, mas o procedimento inteiro mostra que os discípulos de Jesus não compreenderam ainda realmente a natureza de seu propósito – nem do propósito deles.

Ele não tinha vindo à terra para a glória pessoal, mas para servir às necessidades de pecadores que estavam perdidos e morrendo. Seus apóstolos não deviam ser servidos e paparicados, mas deviam entregar-se à tarefa da redenção humana.

Quando Jesus perguntou se poderiam beber do seu cálice e serem batizados com seu batismo, responderam de modo afirmativo, mas não compreenderam o que Jesus estava falando. O “cálice” e o “batismo” deste contexto são figuras do discurso. Eles já tinham sido batizados com o batismo de água a qual Jesus foi submetido. Logo compartilhariam com ele do cálice de sua ceia memorial. Mas o cálice e o batismo de Marcos 10 eram símbolos do sofrimento. Poderiam ser imersos no sofrimento como estava prestes a acontecer com Jesus? Poderiam beber o cálice temido de Marcos 14:36? Poderiam, e iriam – mas ainda não compreenderam realmente as suas palavras.

Ao ouvir o pedido de Tiago e João por considerações especiais, os outros ficaram indignados, provavelmente não porque a idéia era repulsiva a eles, mas porque Tiago e João tiveram a idéia antes deles. Havia ainda muito a aprender, mas no tempo devido, compreenderiam completamente.

Saturday, June 27, 2009


A verdade sobre o aquecimento global
Caros,
Quem acompanha-me no blog há algum tempo ou leu meu livro A Sedução das Novas Teologias (CPAD) sabe que não sou simpático à Teoria do Aquecimento Global Irreversível e Antropogênico. Creio, sim, como já escrevi, que o ser humano tem destruído a Terra em vários sentidos, e inclusive em relação ao meio ambiente (na área de poluição, afetando a saúde das pessoas, animais e plantas; na difusão de doenças por falta de saneamento e de cuidados ambientais; nos testes com bombas; no vazamento de óleo e de gases tóxicos letais; na destruição de ecossistemas etc); e que o cristão deve zelar pela criação de Deus e cuidar responsavelmente dos recursos naturais que Deus colocou à sua disposição neste planeta; mas, sempre tive sérias dúvidas quanto ao ser humano estar provocando este atual momento de aquecimento da Terra e quanto à tese de que este aquecimento global é irreversível. Isso se deve não à minha intuição, mas ao fato de já ter lido vários artigos e matérias a respeito com especialistas argumentando com precisão contra a falácia dos “ecologistas terroristas”. Por isso, sempre resisti a essa tese, apesar de respeitar amigos sinceros, inclusive servos de Deus, que a esposam.
Aliás, nos Estados Unidos, a maioria dos evangélicos e dos chamados conservadores já é hoje condescendente com essa tese do Aquecimento Global Irreversível e Antropogênico. Uma boa parte ainda é contra, mas a maioria já não o é, e isso porque muitos irmãos se sentiram fortemente tentados (e cederam a essa tentação) de ver nessas previsões climáticas catastróficas algo de bíblico.
Trocando em miúdos: Assim como, no período da Guerra Fria, muitos servos de Deus tendiam a associar muitas catástrofes previstas nas profecias bíblicas sobre o fim dos tempos às previsões muito comuns à época sobre o que aconteceria com a Terra num eventual conflito nuclear, agora passaram a associar os sinais que antecedem à Segunda Vinda de Jesus a essas previsões assustadoras da maioria dos ambientalistas de hoje, pois muitos desses sinais tratam-se de catástrofes na natureza (Mt 24.29,30; Mc 13.24-27; Lc 21.11,25-28) que se parecem muito com as catástrofes “profetizadas” por esses ambientalistas, assim como os efeitos de um conflito nuclear também têm suas semelhanças com a descriçao que muitas dessas profecias fazem do cenário do fim dos tempos.
Porém, o problema é que esquecemos que (1) a Bíblia em nenhum momento afirma que todas essas catástrofes são condicionadas pelo homem, como asseveram os ambientalistas; e (2) alguns vaticínios do Mestre, bem como pragas do Apocalipse (6.1-17; e 8 e 9), referem-se a algumas coisas que são claramente sobrenaturais e não naturais, inclusive dizendo que Deus enviará anjos para efetuar essas alterações absolutamente aterradoras e imprevisíveis, inesperadas, posto que sobrenaturais. O texto bíblico fala, por exemplo, de coisas que acontecerão com o Sol e a Lua e de “poderes do céu” sendo “abalados”, e de "estrelas" caindo, que são acontecimentos que vão além de um mero superaquecimento global irreversível e que não se encaixam em nenhuma previsão ambiental terrificante.
Como alguns irmãos pedem-me informações a respeito dos contra-argumentos à Teoria do Aquecimento Global Irreversível e Antropogênico, uma vez que essas informações são, por razões ideológicas, escondidas pela maioria esmagadora da mídia (algo absolutamente absurdo), indico aos interessados pelo assunto um documentário importantíssimo, imperdível, de Martin Durkin, exibido em 8 de março de 2007 no Channel 4, da Inglaterra, e intitulado A Grande Farsa do Aquecimento Global. Esse documentário foi feito logo após a triste notícia - para a maioria da comunidade científica da áera de climatologia - de que o então presidente dos EUA, George Walker Bush, preocupado com sua popularidade mundial desgastada após a Guerra no Iraque, acabou, contra sua convicção, cedendo à pressão midiática e de ONGs e aderindo à popular causa dos ambientalistas. Esse documentário é um último apelo desses premiados cientistas europeus, americanos, asiáticos e judeus para que a farsa do aquecimento global antropogênico e irreversível acabe e que, de forma didática, destrói, sem deixar pedra sobre pedra, todas as lendas pregadas como verdade em panfletos populares, inclusive no grotescamente mentiroso Uma Verdade Inconveniente, do pop star Al Gore.
Durkin reúne os depoimentos dos mais renomados cientistas do mundo na área, que denunciam que a Teoria do Aquecimento Global Irreversível e Antropogênico não tem base científica alguma e que a elevação da temperatura decorre de um ciclo natural. O documentário conta ainda como surgiu a Tese do Aquecimento Global Antropogênico e Irreversível e porque ela se mantém e se popularizou em nossos dias, mesmo sem ter nenhum sentido à luz de todas as evidências. Depoimentos de Carl Wunsch, Eigil Friis-Christensen, Frederick Singer, Ian Clark, James Shikwati, John Christy, Lord Lawson de Blaby, Nigel Calder, Nir Shaviv, Patrick Michaels, Patrick Moore (co-fundador do Greenpeace), Paul Reiter, Philip Stott, Piers Corbvn, Richard Lindzen, Roy Spencer, Syun-Ichi Akasofu e Tim Ball.

Sunday, February 08, 2009


GLOBO REPÓRTER
Exma. Mídia:

Assistindo a reportagem das proezas de pessoas que com sorte, saíram do nada para uma vida abastada e sabendo que são poucos no universo de pessoas existentes, me veio à mente a facilidade com que a mídia encontrou para mostrar um lado bem sucedido de uma minoria brasileira.Sabemos todos nós que a maioria vivem umas realidades diferentes, que mesmo lutando com todas as forças não conseguiram chegar lá impedidos na maior parte por injustiças e decepções sofridas. Até hoje com 47 anos de vida, nunca vi nenhum desses milhões... Receber destaque em algum canal de TV com tamanho valor ser mostrado ou reportado com tanta ênfase em um programa tradicional e famoso como o Globo Repórter, e, escrevo porque pertenço à classe desses milhões detentores de uma história diferente da mostrada com destaque em Rede Nacional em 30/05/2008. Sendo assim fica uma pergunta ainda sem resposta, porquê? Será meu mundo outro? Creio que não, pois sei que minha história, que é igual a muitas que existem e representa muito para mim, não seja de interesse das grandes reportagens ou até mesmo de opiniões defendidas por “valores” detentoras e patenteadas por grandes conglomerados de comunicação que com reportagens como a divulgada sexta-feira à noite na mídia, se abastece e ao mesmo tempo se sustenta na publicidade de incentivo do consumismo desenfreado seja o produto qual for, alimentando a ilusão e fantasia das pessoas, sendo assim catastrófico para a sociedade no despertamento da busca e cobiça... Sem precedentes daquilo que muitas vezes não se pode alcançar. Escrevo não como um desabafo, mas uma opinião de um cidadão brasileiro que como tantos outros tem uma opinião a ser defendida, mesmo assistindo, outras opiniões formadas e defendidas com unhas e dentes.

Obrigado.

Sunday, February 01, 2009

CEROL MATA
Vamos lutar para acabar com o cerol, acho eu que se as auttoridades tomar uma posição, seja ela municipal estadual ou mesmo federal para criar uma lei que pune os pais de menores que usam cerol em suas linhas de pipas, muita gente vai escapar da morte principalmente os motoqueiros. Vejam só eu nesta foto como fiquei e olha que eu estava de bicicleta e como ciclista não usa capacete eu senti a linha com cerol cortando meu rosto e ao tentar tirar a linha eu cai e bati fortemente a cabeça ficando desacordado na hora e levado pelo resgate dos bombeiros ao pronto socorro municipal causando assim um grande transtorno em minha vida, mas dou graças a Deus que me livrou da morte, e sabem amigos, muitos motoqueiros morrem porque usam capacete e não sentem a linha no rosto e quando então desce para o pescoço e é fatal.Resta nos lutar para acabarmos de vez com o cerol.